sexta-feira, 26 de julho de 2013

GOVERNO NÃO PAGA FÉRIAS DOS PROFESSORES

O governo de São Paulo deixou parte de seus professores, que voltam ao trabalho na próxima terça (30), sem o pagamento do dinheiro das férias de julho -- equivalente a 1/3 do valor do salário.
O acréscimo é um direito previsto em lei.
O governo alega que o problema é pontual e que menos de 1.500 profissionais foram afetados, de um total de 280 mil servidores da educação.
Esse número, porém, pode ser maior, até porque a Folha e a Apeoesp (sindicato estadual dos professores) localizaram professores que afirmam não ter recebido o salário extra em todas as regiões da capital paulista e em ao menos 16 cidades do interior e Grande SP.
Pela lei, o chamado 1/3 de férias deveria ser pago dois dias antes do profissional sair de férias. O dinheiro era esperado pelos professores no quinto dia útil, junto com o salário.
Após uma série de reclamações dos docentes, o governo prometeu que faria uma folha complementar de pagamento para o último dia 17. Mas professores ouvidos pela reportagem disseram que até ontem não haviam recebido.
Os docentes atingidos dizem estar indignados com a "falta de responsabilidade do governo". Eles falaram com a Folha na condição de anonimato temendo represália.
"Estou no Estado há sete anos e é a primeira vez que isso acontece. O professor já ganha muito mal, então qualquer dinheiro faz falta", disse uma das profissionais que atua na região centro-oeste da capital.
O salário dos professores varia conforme a categoria e carga horária. O piso no Estado, para uma jornada de 40 horas semanais, é de R$ 2.300 atualmente. Com isso, o valor a ser recebido equivaleria a quase R$ 400 --já que as férias de julho correspondem a metade dos 30 dias previstos no ano.
Professor de 30 anos que trabalha em uma escola de Salto (a 101 km de São Paulo), atua na rede estadual desde 2006 e conta que, além dele, ao menos outros 18 colegas tiveram esse problema. "No meu caso, o dinheiro pagaria o curso de libras que estou fazendo. Tive que bancar do meu bolso e minhas finanças perderam o controle, cai no cheque especial."
Outra profissional que atua na região norte de São Paulo conta que foi efetivada há um ano e cinco meses e desde então nunca recebeu esse acréscimo nas férias. "Quando procurei minha escola no início do ano falando do problema, eles disseram que eu receberia agora em julho, mas até agora nada."
"[O não pagamento] Atrapalhou porque a gente tem dívida pra pagar, dentista pra pagar, você quer sair um pouco e não pode ir a muito longe. Atrapalhou todo mundo", afirma uma professora de 63 anos.
A própria presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha, foi uma das vítimas do atraso do pagamento. "Chequei a minha conta bancária hoje [ontem] e não havia o depósito referente a 1/3 das férias", afirma.
Ela disse que o governo tentou estender para o próximo dia 5 o pagamento dos salários extras ainda em atraso.
Mas em reunião, ontem, com representantes das pastas da Educação e Fazenda, segundo o sindicato, o governo comprometeu-se honrar a dívida com seus funcionários no dia 31 julho, quando os professores estarão no segundo dia de trabalho.
OUTRO LADO
A Secretaria da Educação, por meio de nota, diz lamentar o ocorrido. Afirma ter havido uma falha no sistema de cadastro de funcionários, que atingiu 1.400 profissionais e que o pagamentos atrasados serão feitos no próximo dia 31, em folha suplementar.
A pasta afirmou que o número de atingidos corresponde a menos de 1% dos servidores --que inclui professores e outros funcionários da área da educação.

Disse ainda que foi o segundo problema no sistema neste mês e que pagou parte dos atrasos no último dia 17 --a data correta era dia 5 de julho. A Folha solicitou o número de docentes pagos nesta primeira data, mas a Secretaria da Educação disse que não tinha como informar o número.

sábado, 25 de maio de 2013

Enquanto o país ocupa o penúltimo lugar em ranking de educação, disseminam-se funk e violência em salas de aula

Segundo ranking realizado pela Pearson Internacional (referido em matéria de O GLOBO), o Brasil ocupou, em uma lista de 40 países, a penúltima colocação - a despeito de constituir a sexta economia do Mundo -, estando à frente apenas da Indonésia. Tal ranking utiliza informações de resultados de três testes aplicados a alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental.

Os dados provém do PIAE (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), do TEIMC/TIMSS (Tendências de Estudo Internacional de Matemática e Ciência) e do PEIA/PIRLS (Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização). Tais índices abrangem resultados e habilidades matemáticas, científicas e de leitura.

Neste contexto, proliferam-se, nas escolas, demonstrações eróticas - quando não pornográficas – de funk, realizadas por menores de idade, agressões de alunos contra professores, brigas entre gangues e espancamentos realizados entre alunos.

Ao mesmo tempo, noticiam-se, diariamente, fechamentos de escolas, redução em valores de investimentos na educação pública, acréscimo de violência no interior das escolas e no entorno, além de índices preocupantes no que toca aos resultados em aprendizagem. Infelizmente, as "novidades" acabam se restringindo ao lado negativo, não havendo melhorias, ainda que mínimas, no estado da educação pública. Infelizmente, poucos ainda podem entender esta situação, pois os índices de analfabetismo funcional, lamentavelmente, crescem e atingem níveis absurdos. Até quando perdurará esta situação?


sexta-feira, 24 de maio de 2013

PSDB de Alckmim acaba com humanas no ensino médio


O governo do Estado de São Paulo retirou o ensino de História, Geografia e Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental. A nova modalidade faz parte da primeira reformulação curricular que inicialmente seria aplicada nas escolas em tempo integral.
A retirada das aulas da grade curricular vale para as 297 escolas que estão no suposto programa de ensino integral implantado a partir de 2006 e exclui as 21 escolas que não migraram para o novo modelo de ensino integral – criado em 2012 para o ensino médio e estendido para o fundamental neste ano.
Mesmo permanecendo na escola por 8 horas todos os dias, os alunos dessas 297 escolas não terão aulas de Ciências Físicas e Biológicas, História e Geografia, onde até o ano passado tinham sete aulas semanais dessas matérias até o 3º ano do Ensino Fundamental. Segundo a Secretaria de Educação, os horários serão preenchidos por aulas de Língua Portuguesa e Matemática.
Os alunos do 1º e 2º, 3º ano terão 15 aulas semanais de Língua Portuguesa que corresponde a 60% da carga horária semanal, seis aulas de matemática (25%) e Educação Física e Artística ficam com 4 aulas semanais (15%).
No 3º ano a carga de Matemática sobe para 40% e cai a de Língua Portuguesa (para 35%). Só nos 4.º e 5.º anos os alunos passarão a aprender ciências, história e geografia, o equivalente a 7 aulas, ou seja, a mesma carga que se aplica hoje, num modelo em que desde o 1º ano se tem essas matérias. Portanto, existe uma diminuição do conteúdo aplicado ao longo de todo E.F. Não há compensação de aulas no novo programa do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A Secretaria de Educação argumenta que “o objetivo é tornar o currículo mais atraente”.
A professora Maria Izabel Noronha, Bebel, presidente do Sindicato dos Professores do Estado Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), criticou as mudanças. “Tem de haver um fortalecimento em português e matemática, mas não retirar totalmente outras disciplinas. As crianças precisam ter acesso ao conhecimento geral, senão a escola fica só para habilitar”, destacou Bebel.
Já a Secretaria estadual de Educação emitiu nota apontando que estas matérias seriam aplicadas de forma “transversal” dentro de outras matérias, ou em oficinas no decorrer do dia.
QUALIDADE DE ENSINO
Com o aumento das aulas ministradas, o governo estadual tenta melhorar os índices de avaliação dos alunos dessas escolas em seus exames. Já que provas como o Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) avaliam somente as disciplinas de Português e Matemática.
Há anos os índices patinam, apresentado números pífios de desempenho e demonstrando o que, na prática, se vê na maioria das escolas paulista.

No último dia oito a Secretaria de Educação divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp) de 2012, onde nos anos finais do Ensino Fundamental (8º e 9º ano) o rendimento dos alunos regrediu de 2,57 em 2011 para 2,50. E na média geral, entre EF e Ensino Médio também houve redução do desempenho. De 2,61 em 2011 para 2,59 em 2012.
O resultado apresentado pelos alunos na prova do Saresp para avaliar o desempenho do ensino nos mostra que com 18 anos de governo tucano ainda temos 55,9% dos estudantes do 8º e 9º ano, com nível básico na aprendizagem de Língua Portuguesa, 28,5% abaixo do básico, apenas 14% em nível considerado adequado e míseros 1,6% com nível avançado.
Em Matemática os índices da Secretária de Educação do Estado são ainda piores. 53,2% dos alunos dos anos finais do EF estão no nível básico, 36,6% abaixo do básico. Menos de 10% dos alunos de toda a rede estão em nível adequado, apenas 9,1%. E só 1% de todos os alunos do 8º e 9º ano do Estado mais rico da federação são considerados nível avançado em Matemática.
Quando a amostragem se dá pelos alunos do Ensino Médio a situação é a mesma. Em Língua Portuguesa 38,8% dos estudantes estão em nível básico e 34,4% abaixo do básico. 26,3% se encontram em nível adequado e apenas 0,5% em nível avançado.
Já em matemática a situação é ainda pior do que no E.F. 55,8% dos alunos estão abaixo do básico e 39,4% em nível básico. Em nível adequado somente 4,5% dos alunos alcançaram a faixa e em nível avançado apenas 0,3%



Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/governo-alckmin-acaba-com-aulas-de-geografia-historia-e-ciencias.html

quinta-feira, 23 de maio de 2013

"Toque escolar"

Depois de implantar o “toque de recolher”, o juiz da Infância e Juventude de Fernandópolis, Evandro Pelarin, irá implantar o “toque escolar”. A partir do dia 10 de agosto, todo aluno que for surpreendido pela polícia fora da escola, durante o período de aula, será apreendido e devolvido à instituição de ensino. De acordo com o juiz, em caso de reincidência, os pais poderão responder judicialmente por negligência nos deveres do exercício do poder familiar.

O crime é previsto no artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A pena, nesse caso, é de multa de três a vinte salários de referência, sendo aplicado o dobro em caso de reincidência. “Aluno fora da sala de aula contraria a lei, no nosso entendimento, e vamos combater isso”, afirma o juiz, que anunciou a nova medida por meio de sua conta no microblog Twitter.

Segundo o juiz, policiais civis e militares e conselheiros tutelares terão mandado judicial para interrogar e reconduzir à escola toda criança e adolescente encontrados na rua durante o período de aula. “A ocorrência será anotada e no caso de reincidência as causas serão analisadas.” Ele disse que antes de a medida entrar em prática, os policiais receberão orientações sobre a forma de agir com os alunos.

Pelarin afirma que tomou a decisão depois de percorrer escolas da cidade e perceber que muitos alunos trocam a sala de aula por lan houses. Ele disse que já notificou dois estabelecimentos próximos a escolas alertando os proprietários para que não recebam alunos em horários escolar. “Eles podem ser penalizados com multa e até o fechamento do estabelecimento”, diz o juiz.

No dia 10 de agosto, Pelarin realiza uma audiência a partir das 13h30 no salão do júri do Fórum de Fernandópolis para apresentar o projeto. Deverão participar diretores de escolas das redes estadual e municipal, representantes da Diretoria Regional de Ensino e da Secretaria Estadual de Educação. Na ocasião, também será apresentado o projeto “Professor Mediador”, da Secretaria de Estado da Educação, que irá funcionar em seis escolas de Fernandópolis.

Pioneiro

O “toque escolar” não será o primeiro com que as crianças e adolescentes de de Fernandópolis irão conviver. Desde agosto de 2005, existe na cidade o “toque de recolher”, que o juiz prefere chamar de “toque de acolher”. A medida estabelece as 23 horas como prazo para que os adolescentes fiquem na rua sem os pais e tem o objetivo de evitar a exposição dos menores de 18 anos ao álcool, drogas e prostituição.

Depois que foi implantado o “toque de recolher”, os casos de atos infracionais envolvendo adolescentes caíram 37% em Fernandópolis. Enquanto em 2005 (quando a medida entrou em vigor) foram 378 os processos relativos aos crimes cometidos por menores, em 2009 foram 236 registros na cidade. O crime no qual a redução da participação de menores foi mais expressiva no período foi o furto. As ocorrências de furto passaram de 123 em 2005 para 40 casos em 2009, uma queda de 67%.

Carta aos professores

      Estou muito indignado com a escola pública brasileira, e mais especificamente a paulista. Acredito que isso é um sentimento que todos temos. Há um desrespeito generalizado em todos os níveis. O estado não nos respeita como professores, há uma desvalorização constante em nossos direitos, nossas necessidades, e nossa qualidade profissional e nossa saúde. Estamos em terceiro lugar em afastamento médico entre todas as profissões, perdendo para a PM do Rio de Janeiro e os mergulhadores de plataforma de petróleo. Quem está dentro de uma escola sabe que a situação está em uma crescente piora. Os pais e responsáveis em muitos casos “abandonam” seus filhos na escola, não comparecem em reuniões e demais problemas terceirizando para a escola toda a formação do indivíduo. As agressões verbais são comuns na escola, isso para não dizer quando não a física. A escola pública cumpre uma função de depósito de crianças e adolescente que por mais que os professores dedicam, tratam sua profissão com amor e dedicação, os alunos saem no 3º ano do ensino médio incapacitados de conquistar vagas nas melhores universidades, veja os índices da USP, Unesp, a maioria vem de escolas particulares. Há uma inversão onde o aluno a pública quando vai, vai para a universidade privada e vice-versa. É irrisório o numero de alunos de pública nos bancos universitários, alias essas são são na prática para os filhos da elite que sempre comandou a sociedade. Estou cansado de ver legiões de filhos de trabalhadores condenados a serem empregados dos filhos dos patrões de seus pais no futuro. Enfim, poderia aqui ficar horas relatando a função política da escola tucana brasileira que só faz criar mão de obra barata e não mudança social verdadeira. A escola pública está programada para dar errada. Quantos alunos saem do colegial todos os anos? Já pensou se todos tivessem oportunidade real de mudar de vida nos bancos universitários, quem iria pra fábrica? É necessário para atender a lógica de mercado atual que a educação não funcione.., e para isso, é necessário que se ataque o material humano que trabalha na educação, afinal, esse forma opinião contrária a isso, apostilas e salas de informática, assim como prédio pintado não. Esse é o investimento na educação;material humano não. Por que razão tudo é culpa do professor? E nós? Como ficamos? Ficamos com o ônus da educação ruim, do fracasso escolar, temos que ser professor, psicólogo, assistente social dentre outros. TEMOS FUNÇÕES OFICIAIS E NÃO OFICIAIS QUE NÃO FAZER PARTE DO TRABALHO DE MINISTRAR AULAS NA QUAL FOMOS FORMADOS.

Diante de todos esses problemas acredito que devemos reagir. Essa reação é algo que todos devemos fazer, e sendo assim, convido a todos a colaborar com um imenso projeto de cobrar responsabilidades daqueles que não assumem. Poder público em geral: Judiciário, executivo e legislativo. O que faz o conselho tutelar a não ser falar..falar e devolver o problema para a escola? O que faz o judiciário que se omite das famílias que abandonam seus filhos nas nossas mãos como se abandono de incapaz não fosse crime? Sugiro e convido a todos a uma reação utilizando de momento três ferramentas principais:

1º) Foi criado um grupo no facebook ( educação na real) que tem por finalidade desabafo e postagens rápidas sobre o dia a dia de cada professor. É aquele aluno que xingou, a merenda que não chegou, o carro riscado por alunos, brigas entre estudantes, falta de fazer atividades,bagunça generalizada, reunião de pais que vão só quem não precisa ir,enfim coisas do tipo. PRECISAMOS MONSTRAR PARA A SOCIEDADE O QUE OCORRE NA SALA DE AULA REALMENTE, e não apenas as propagandas sorridentes vista nos comerciais de TV do governo.

2º) Foi criado um blog que tem o objetivo de postar assuntos relacionados a essas questões, principalmente artigos de professores e compartilhar reportagens que demonstre as questões relacionadas. É necessário um número grande de colaboradores para que o blog sempre seja atualizado.

3º) O grupo de discussão (professoresfrancanos). Esse grupo sempre foi utilizado para passar a vocês os relatórios das reuniões da APEOESP, mas acredito que precisamos potencializar isso e que todos precisam utilizar afim de expor ideias, conceitos e opiniões. Vamos nos unir, vamos colaborar uns com os outros e fazer a sociedade ver a educação na real.

Pense nisso, colabore, quem sabe produziremos uma voz poderosa com a participação de todos. Em breve mandarei esses endereços em um formato próprio para os amigos colocarem na sala dos professores. Não esqueça de um detalhe. ESSE ASSUNTO INTERESSA A TODOS, PROFESSORES E GESTORES, pois mesmo que tenham atribuições diferentes, todos estão cansados desse tipo de problemas que foge da alçada da direção da escola, Há muitos diretores que também estão cansados de problemas de indisciplina e coisas do tipo.

Abaixo segue o endereço do grupo educação na real no face : (entre e participe)

Abaixo endereço do blog:

Grupo de discussão:


Participe, colabore, os seus filhos agradecem por isso.
ATT

Geliane Gonzaga

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Saresp e promessas

Agora me diga. Como entro na sala de aula e acredito em uma educação que o governo promete aos alunos e depois os ignora? Como gerar cidadania se o próprio provedor da educação simplesmente ignora suas promessas e incentivos? A história dos computadores para os melhores colocados no Saresp está engasgado até hoje, e pior, ouve uma proposta semelhante em 2011. Leiam os links abaixo e confiram. vale lembrar que a reportagem de 2011 conta com a participação da letícia Neves, aluna minha no CEDE e da Letícia Maciel, também aluna minha no Simões. Adoro elas, acho que indiquei as pessoas certas para a reportagem na época. Alias, a Letícia Maciel que faz biologia  no Instituo Federal de Educação em Muzambinho me convidou para ser padrinho de seu filho. Orgulho meu !!!!