terça-feira, 21 de maio de 2013

ESCOLA REDENTORA

Geliane Gonzaga


Precisamos sem dúvida produzir cidadania, papel primordial em um processo educacional. Muitos dos moradores no entorno da escola, não tem sequer a noção e consciência de seus direitos. Tem a saúde como um favor desse ou daquele prefeito que abriu ou ampliou o posto de saúde, criando uma clientelismo político que garante eternas reeleições em diversos cargos públicos. O mesmo acontece com a educação, que hoje distribui material escolar de forma gratuita criando uma ideia de boa educação, já que a maioria dos pais dos atuais alunos precisavam comprar o lápis, o caderno dentre outros, mas falta despertar na comunidade os valores políticos de pano de fundo em que a população submete-se e aplaude. Em uma verificação rápida, percebemos pais satisfeitos com a política educacional do governo estadual mas não conseguem verificar a carência que todo o processo gera nos seus filhos, principalmente no momento fundamental do vestibular. Alias, para a maioria das famílias essa possibilidade de ensino superior nem mesmo é cogitada, no máximo um ensino técnico que apenas qualificará o filho da periferia a ser explorado com melhor qualificação pelo filho das áreas centrais, melhor preparada para os processos de gestão e condução dos periféricos em uma eterna e constante divisão entre dominantes e dominados. É preciso conscientizar essa população, prepará-la não apenas nas disciplinas acadêmicas, mais principalmente para seus direitos e deveres, principalmente no que se refere ao abandono de seus filhos na escola, como se a escola apenas tivesse que contribuir para a função social de creche que na prática acaba acontecendo. É necessário informar e cobrar dos país a responsabilidade de acompanhamento de desempenho, formação de seus filhos, e isso, passa necessariamente em esclarecer abertamente a todos a sua função constitucional em relação ao filho e trazer o poder público para assumir sua parcela. É comum vermos casos onde o aluno necessita de amparo médico especializado no que se refere ao seu comportamento e o poder público não oferecer tal serviço ao alcance da família, já que esse tem problemas de transporte dentre outros, e também a família não ser responsabilizada pelo abandono do aluno ao se omitir de tratamento dentre outras obrigações morais e legais, deixando na escola alunos que por questões de comprometimento, comportamento e limitações físicas/emocionais, são indivíduos totalmente inaptos para o ambiente social/ escolar. Falta limite, tratamento e responsabilidade por parte de pais e alunos. A escola não tem a capacidade de ser uma redentora social na qual a omissão do poder público imputa a ela.

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